A Comissão de Educação (CE) aprovou projeto (
170/06), de autoria do senador Valdir Raupp (PMDB-RO), que torna crime fabricar, importar ou distribuir jogos de videogames ofensivos "aos costumes e às tradições dos povos, aos seus cultos, credos, religiões e símbolos".
De acordo com a notícia, divulgada pela
Agência Senado, O projeto altera a lei 7716/89, equiparando a divulgação de conteúdo discriminatório por meio dos videogames ao crime de preconceito previsto no artigo 20 da lei, com pena de um a três anos de reclusão.
"Alguns jogos têm passado de brincadeiras de mau gosto, sendo arsenal de propaganda e doutrinação contra determinadas culturas, não sendo possível confundir liberdade de expressão dos jogos com culto à anarquia, desrespeito à imagem e honra das pessoas e aos cultos com suas liturgias", alerta o parecer do relator Valter Pereira (PMDB-MS).
O problema maior de tal resolução é que como ela é muito superficial e pouco definida, conceitualmente falando, qualquer jogo pode ser taxado como "ofensivo", até porque a base de muitos games é justamente os conflitos entre duas partes com a finalidade de se obter um vencedor. As consequências disso para o mercado de jogos no Brasil, que começava a dar sinais de crescimento real, podem ser catastróficas!
Segundo o site Arena Turbo, o senador Raupp baseia-se em apenas um estudo da Universidade de Michigan, de 2005 - que afirma: “os videogames mudam as funções cerebrais e insensibilizam os jovens diante da vida. Os jogadores frequentes sofrem danos a longo prazo em suas funções cerebrais e em seu comportamento” -, para sustentar seu projeto de lei.
(Leia o estudo aqui)
Os jogos eletrônicos, bem como toda e qualquer atividade intelectual ou física, pode causar benefícios ou malefícios à saúde. O que vai determinar um ou outro é como a pessoa irá se comportar diante dessa atividade.
Agora, na minha singela opinião, o Senador Valdir Raupp deveria estudar mais suas opiniões antes de apontar culpados.
Proibir jogos "ofensivos" não irá diminuir a violência. O governo não pode querer culpar os games pela incompetência de algumas políticas públicas no combate a violência entre os jovens. E viva a pirataria! Porque proibindo a distribuição de jogos "ofensivos" em território nacional, mais e mais jogadores buscarão no "mercado negro" os games que gostam. Até porque duvido muito que algum jogador vai parar de jogar seus games preferidos por causa dessa resolução infundada!
fonte: nonuba